Fim de tarde, já se ia o sol, era sua hora.
Calado, caminho. Pensativo sigo. Gosto assim, da calmaria,
contemplando o fim do dia e começo da noite,
onde tudo se toca, onde tudo encanta.
Sigo meus passos, hora sorrio, hora sigo disperso, em nada penso.
As vezes meus próprios pensamentos me confundem,
as vezes me invadem e me provocam risos. Mudo rápido de ideia, de pensamento.
Quase sempre me surpreendo. Mas as vezes, só deixo as ideias irem, e elas se vão.
Vão junto com o sol, somem ao horizonte. É bonito de ver, e as vezes, confuso.
Mas assim como vão pensamentos, também vem pensamentos.
As vezes sobre tudo. As vezes, sobre quase nada em especifico.
Só pensamentos avulsos, sobre coisas que me conto em meus momentos só.
Caminho passo a passo, a frente, sem destino, só. Gosto de muitas coisas,
mas as vezes, sei lá. E o que as vezes também me faz sorrir, é seguir com os olhos a ida do sol,
e ver ali o sorriso dela.
No dia seguinte tudo volta e se vai. É assim, sempre assim.
Sorrisos, olhares, pensamentos. Tudo se eterniza em minha memoria,
que as vezes vem e vai. Mas nunca me abandona.
E ainda me perguntam o que me encanta, e se assustam quando digo tudo,
inclusive ela. Mas como pode ser tudo?
E logo atribuem o meu gosto a um termo genérico das coisas, mas só eu sei,
que meu gosto é quase infinito. E de mim mesmo, só eu entendo. E olhe lá!
